quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Eu Canto Política

Eu canto política

Pois ela está em tudo

Eu canto política

Que não é partidária

Eu canto política

Pois ela é tudo

Eu canto política

Mas ela não é tudo

Então deixa eu cantar

Deixa eu me expressar

Deixa eu escrever

E pode não rimar

O que importa

É que é verdadeiro

Pois vem do coração

Da consciência de cidadão

Que quer mais

Que quer mais

Vida digna pro ser humano

Que quer mais

Vida digna pro ser humano

Que quer mais

Quer o que não tem

Quer vida digna pro ser humano

Que quer mais

Quer o que não tem

Quer vida digna pro ser humano

Quer se alimentar

Ter onde morar

Quer educação

Saneamento, cultura e lazer

Quer mais saúde pra população

Pois como diz

Uma música do Titãs

“Agente não quer só comida”

Agente quer o que todo mundo quer

Agente quer vida digna

Agente quer o que todo mundo quer

Agente quer vida digna

sábado, 14 de janeiro de 2012

Alguns de meus pensamentos

Direitos

Todos temos os mesmos direitos.Todos temos os mesmos direitos?Na prática somente os donos do capital,os que tem dinheiro,tem os seus direitos garantidos enquanto a maior parte da população,os que não tem dinheiro,vive de forma escrava nas mãos dos capitalistas e não tem acesso aos seus direitos.Conclui-se que quem tem dinheiro tem direitos e quem não tem dinheiro não tem direito algum.Então se alguém afirmar que todas as pessoas tem os mesmos direitos,faça-o sair da caverna.

Feliz

Apesar das dificuldades pelas quais eu passo estou feliz pois tenho clareza do que quero para o meu futuro,eu quero viver pela vida do povo.

Subversão

Acusam-me de subversão e eu vos digo, se lutar para que o povo tenha uma vida digna vivendo em uma sociedade mais justa, fraterna e igual tendo assim os seus direitos respeitados, então, pode-se dizer que eu sou sim subversivo.

Realistas e utópicos

Os realistas acusam os utópicos de sonhadores alegando que a utopia não tem como se tornar real, mas sabemos que a utopia é a realidade conjugada no futuro, sendo assim, os utópicos são os verdadeiros realistas por saberem dessa realidade e os realistas na verdade são utópicos por sonharem que a utopia não existe.

Eu sou o que eu sou

Não sigo o modismo desta sociedade

Eu sou o que eu sou e não o que vocês querem que eu seja

Eu visto o que eu quero vestir e não o que vocês querem que eu vista

Eu vivo do jeito que eu quero viver e não do jeito que vocês querem que eu viva

Eu penso no bem da humanidade e não me prendo ao individualismo que vocês querem que eu pratique

Eu luto pelas causas que julgo serem justas e não aceito as ideias que vocês divulgam como sendo verdadeiras

Enfim,eu sou o que eu sou e não o que vocês querem que eu seja

Vida Neoliberal

A nossa vida dentro do sistema neoliberal é como se fosse uma corrida mas, é muito injusta. Quem nasce em berços de ouro está milhas na frente de quem nasce no meio do lixo.

Sonho

Sonho com um mundo melhor, sonho sim, contudo sonho sem tirar os pés do chão. Sonho e tenho indignação, indignação que me leva a lutar uma luta pela libertação de todos nós povo oprimido, então viva a revolução!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Papai Capitalista

Papai capitalista não é papai Noel

O único papai que acredito é o papai que está no céu

O natal é o mistério da natividade

Mas também há outro mistério, o da produtividade

Das grandes empresas multinacionais

Que exploram os seus funcionários querendo sempre ganhar mais

Papai capitalista não é papai Noel

O único papai que acredito é o papai que está no céu

O sentimento de natal é a coisa mais linda

Um sentimento que agente partilha entre os amigos e toda família

Só que esse sentimento é esquecido devagarinho

Agente se preocupa em dar presentes e esquece de dar carinho

Papai capitalista não é papai Noel

O único papai que acredito é o papai que está no céu

A fartura é garantida e a ceia é animada

Todo mundo enche a barriga e não lembra mais de nada

Mas eu fico em silêncio pensando em que fazer

Pelas pessoas que passam fome que não tem nada pra comer

Papai capitalista não é papai Noel

O único papai que acredito é o papai que está no céu

Eu não acredito na inocência do bom velhinho

Dentro de um shopping center aturando nossos filhinhos

Mas esse personagem se espalhou pelo mundo inteiro

Papai Noel lobo desgraçado em pele de cordeiro

Papai capitalista não é papai Noel

O único papai que acredito é o papai que está no céu

O natal virou mais um dia do calendário do capitalismo

Enchendo o bolso dos ricos por causa de nosso consumismo

A busca por presentes virou a nova corrida do ouro

E agente às vezes nem se toca de como que é explorado o povo

Papai capitalista não é papai Noel

O único papai que acredito é o papai que está no céu

Está chegando o natal e eu tenho que dar presentes

Pro tio, pra tia, pro primo, pra prima

Pro vô, pra vó, pra namorada e pros pais

Eu já não aguento mais

Papai capitalista não é papai Noel

O único papai que acredito é o papai que está no céu

Cadê a Liberdade de Expressão?

São dos poderosos os meios de comunicação

Alienando a mente de toda a população

Através de rádio, jornal e televisão

Controlando toda e qualquer informação

Se aproveitando de nosso comodismo

Pra esconder os seus interesses por de trás de tudo isso

Pois com medo de uma revolução

Eles inibem a livre expressão

Nos entretendo com programas idiotas

E o pior é que tem gente que ainda gosta

Eu quero mais liberdade de expressão

Não essa bosta que eles passam na televisão

Essa canção eu sei que é meio radical

Por isso eu duvido que eles mostrem em rede nacional

Pra você descobrir eu vou te dar uma pista

Quem controla a mídia são esses capitalistas

Que nos impõem a sua ideologia

Esses desgraçados da burguesia

Que jogam o pobre da cidade

Contra o pobre do interior

Promovendo intrigas em nossa sociedade

Ainda dizem que o jovem não tem valor

E pra evitar que o povo possa se organizar

Eles condenam todo movimento social

Chamando estes de arruaceiros

Enquanto na verdade defendem um bom ideal

Eles criam todo um cenário

Pra continuar nos explorando

E cada vez ganhando mais dinheiro

E nessa terra vivemos só vegetando

Eu quero mais liberdade de expressão

Não essa bosta que eles passam na televisão

Essa canção eu sei que é meio radical

Por isso eu duvido que eles mostrem em rede nacional

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Incompetência do Estado faz o povo assaltar o povo

Uma república com jovens estudantes foi assaltada no final da madrugada de segunda-feira(5 de dezembro de 2011) para terça-feira(6) na cidade de Chapecó. Pelo que as evidências mostram o meliante tentou adentrar no apartamento ao lado mas como este tinha alarme e um cachorro o bandido, que estava sozinho, resolveu ir para o apartamento dos estudantes. Ali conseguiu entrar pela janela da sacada que dava acesso a sala a qual ele revirou a procura de objetos de valor.

Em seguida verificou a cozinha e um dos quartos levando, pelo que foi constatado, uma camisa, um par de sapato, um casaco, uma calça jeans, um celular e um molho de chaves com o qual ele poderia ter livre acesso ao edifício e principalmente ao apartamento destes jovens, caso os miolos das fechaduras não tivessem sido trocadas imediatamente.

Mas de quem será a culpa por isso tudo? Dos jovens que descuidaram com a janela? Do ladrão que praticou o assalto? Ou será que tem outro agente que ainda não apareceu na história e que levaria a culpa?

De um lado temos os estudantes que, talvez por um momento de distração e acostumados com a vida tranquila de uma cidade do interior, descuidaram-se com a janela da sala por onde o assaltante entrou. Logo, poderíamos dizer que o culpado foram os jovens por não se certificarem antes de dormir se estava tudo bem fechado. Afinal, Chapecó não é como uma das cidadezinhas do interior de onde eles vieram.

Contudo, considerando o lugar onde a pessoa mora como sendo um dos fatores importantes para a conquista de sua dignidade, ninguém tem o direito de entrar no domicilio alheio e furtar os seus pertences. Desta maneira, observa-se que o ato do assaltante está fora deste padrão, ou seja, estaria fora da média da sociedade ou da consciência coletiva segundo o pensamento durkheimiano. Sendo assim, o real culpado seria o meliante.

Porém, o que realmente está por detrás do acontecimento? Para mim a falha que enxergo na estrutura do Estado é a responsável pelo ocorrido.

Segundo Thomas Hobbes, em sua obra intitulada Leviatã, o Estado surge a partir de um contrato dito social. Para ele a humanidade tende a guerra por cada um querer ser superior ao outro, daí é que vem a célebre frase “o homem é o lobo do homem”. Todavia coloca que com a instituição do Estado está situação de “caos” vem a ruir, tendo o Estado o direito exclusivo de usar a força para punir quem descumpre com as regras e assim preservando uma das leis naturais da humanidade no que diz respeito a preservação da vida, todo homem tende a permanecer vivo.

Entretanto, o Estado falha nesse ponto pois o cidadão que cumpre as normas estabelecidas por muitas vezes acaba sendo vítima daquele que não as respeita, e o sentimento de medo se instala na pessoa violentada pois o Estado não consegue cumprir, ou não quer cumprir, com o seu dever, segundo Hobbes, de oferecer proteção, deixando a população na mesma áurea de caos anterior a criação do Estado.

Porém, alguns teóricos dizem que o estado é a representação do povo e que tem o dever de garantir condições minimas de vida digna para este como educação, saúde, saneamento, moradia, entre outros. Por coincidência, ou não, isto aparece na constituição brasileira no seu artigo quinto.

Será que o Estado realmente disponibiliza tudo isso para a população? Pelo que eu vejo não, e aí encontramos mais uma falha na estrutura do Estado.

Vamos supor que os deveres os quais o Estado tem que cumprir fossem realmente efetivados e o povo tivesse um acesso de qualidade a educação, a saúde e as demais políticas previstas na constituição, será que seria necessário alguém assaltar outra pessoa? Este questionamento se torna pertinente pois caso o Estado como forma legitimadora do modo de produção capitalista funcionasse da forma que os seus defensores argumentam, logo, não existiria desigualdade e esta situação provavelmente não teria ocorrido.

Diante destas argumentações, pode-se considerar que o Estado falha ao não fornecer segurança e nenhuma outra política, desguarnecendo o povo que vira vítima do próprio povo. Na verdade, a estrutura estatal que temos ao fazer um assalto ao povo, no que diz respeito aos impostos mal aplicados ou desviados e aos direitos garantidos porém não respeitados, faz com que o povo assalte o próprio povo.

Então, o assalto praticado contra estes jovens estudantes foi um reflexo do sistema no qual estamos inseridos. Afinal, uma pessoa que não tem educação, nem saúde, nem moradia decente, nem emprego, também não terá dignidade, sendo assim, não tem nada a perder. Não tendo nada a perder, nem mesmo a dignidade, o caminho que lhe resta e a mendicância, a prostituição ou, como neste caso, a criminalidade.

Ou seja, a população só terá segurança a partir do momento que o Estado conseguir garantir os direitos básicos e para isso toda a estrutura terá que mudar. Só assim um ser humano não precisará lesar o outro, quando o Estado não lesar o ser humano. Para isso o Estado tem que ruir pois ele só defende o interesse da elite e também por que, igual, ele não está conseguindo cumprir com os seus deveres e funções.

Eu, Daniel, sou um dos estudantes desta república citada no texto.

sábado, 26 de novembro de 2011

Um olhar sobre A Revolução dos Bichos

A Revolução dos Bichos (Edição Ridendo Castigat Mores, 2000, 144 páginas) do autor George Orwel, traz de maneira fictícia as diversas relações que se estabelecem em uma sociedade, sendo a sua obra distribuída em dez capítulos.

Antes de adentrar na crítica sobre A Revolução dos Bichos, acredito ser importante fazer a conexão dos personagens da obra com os personagens do nosso cotidiano comparando o granjeiro Jones e o restante do dito gênero humano com a burguesia e os animais com o proletariado.

Pois bem, Orwel começa sua obra ilustrando uma sociedade de cunho capitalista e as relações as quais dão base para a sua estruturação. Estas relações que se apresentam no bojo de uma sociedade pautada pelo modo de produção capitalista são a de exploração e a de dominação. A primeira acontece pois o granjeiro Jones ao usufruir dos bens de consumo produzidos pela força de trabalho dos animais está retirando deles o que não é seu e sim dos próprios animais fato que dá base a relação de exploração. Já a segunda acontece pois os animais não possuem os meios de produção, no caso a terra, e assim são sujeitados a trabalharem para quem as possui, Jones, com o objetivo de sobreviverem, logo, estabelece-se a relação de dominação por conta de Jones ser dono das terras sendo que o termo dono e dominação tem a mesma origem etimológica.

A ilustração desta sociedade capitalista é perceptível no discurso do personagem Major, um porco respeitado pelos demais animais e que já tinha certa idade, que além de contextualizar a situação na qual viviam contava um sonho que tinha tido sobre uma sociedade justa e fraterna onde os animais não sofreriam mais os abusos causados pelo gênero humano. Em sua contextualização Major descreve a sociedade vigente de maneira que muito se assemelha com a linha de pensamento marxista. Por exemplo, ao falar da certeza de que a revolução acontecerá o autor deixa transparecer no discurso do personagem a influência que Marx teve de Hegel no que diz respeito a dialética. A dialética nos traz uma ideia da existência da contradição em tudo que há a nossa volta e a partir desta leitura Marx desenvolve o pensamento de antagonismo de classes que no capitalismo se refere a burguesia e ao proletariado.

Ao diagnosticar, então, a perspectiva marxista no personagem Major, pode-se considerar que a sociedade com a qual ele sonhou é a comunista. Em relação a isso encontramos a ideia de revolução que, na linha marxista, levará a derrubada da burguesia e a instituição de um comunismo puro.

Para finalizar a parte que fala do Major cito outro ponto de ligação com a teoria marxista, o comunismo primitivo. Este conceito presente na linha de pensamento de Karl Marx é perceptível quando o personagem Major fala sobre uma música a qual ele tem a certeza que já foi cantada “pelos animais de antanho”. O que seria esses animais de antanho senão a raça humana pré-histórica a qual Marx dizia que viviam em um comunismo primitivo?

No segundo capitulo, Orwel ilustra o inicio de uma organização por parte do proletariado, após o falecimento do Major, representado na figura dos animais. Estes começam a fazer reuniões secretas para que pudessem se preparar para a revolução. Ainda no segundo capitulo, devido ao agravamento da situação de fome por causa da crise, algo típico do capitalismo, pela qual passava a Granja de Jones a revolução se encaminha de maneira natural, sem ter sido planejada, com a expulsão do gênero humano e a tomada do poder.

Pelos capítulos três e quatro se desenvolve a organização da granja pós revolução nos moldes comunistas. A organização vinha dando certo apesar de alguns contratempos. Neste momento, desponta na granja dois personagens, Bola-de-Neve e Napoleão. O primeiro era um seguidor convicto dos ensinamentos de Major enquanto o outro no decorrer do capitulo cinco deflagra um golpe expulsando Bola-de-Neve da granja e tomando o poder pela força. A partir daí a democracia instaurada com decisões tomadas em assembleias cai por terra e Napoleão passa a concentrar as decisões em torno de sua pessoa.

No restante do livro vários fatos vão ocorrendo é que demonstram o novo caráter do regime o qual passou a ter características puramente totalitárias fugindo do ideal comunista proposto com a revolução.

Ao chegar no último capitulo, encontra-se uma passagem na qual Napoleão convida granjeiros da região para um jantar com o intuito de se aproximar destes e aprofundar as relações comerciais já estabelecidas a algum tempo. No decorrer da janta a conversa era tão alta devido a ingestão de álcool que os demais animais da granja foram espiar para ver o que estava acontecendo. Os animais não conseguiam destingir quem era porco e quem era ser humano. Isto me leva a pensar que na figura do porco o autor quis representar a sujeira da raça humana.

Tendo em vista a metáfora feita com os personagens, nota-se que o cachorro foi utilizado para representar a força militar que sempre está do lado do poder como força repressiva e coercitiva, e a figura do cavalo representa a parte da população alienada pois o cavalo tem um campo de visão limitado, assim o povo representado por esse personagem tem a característica de acreditar em tudo o que falam para ele. Um exemplo disso é a máxima utilizada pelo personagem Sansão: “Napoleão tem sempre razão.”.

Enfim, está é uma boa obra mas somente para quem tem um minimo de conhecimento sobre o assunto que o autor desenvolve através de metáforas. Por exemplo, para um professor utilizar com os seus educandos no ensino médio deve antes tratar de fatos históricos e ideológicos para prepará-los previamente antes da leitura.

Falando um pouco sobre George Orwel, que na verdade é o pseudônimo de Eric Arthur Blair, é importante ressaltar que ele foi um libertário socialista que lutou na Guerra Civil Espanhola e que, segundo Nélson Jahr Garcia na apresentação do livro, tinha “aversão a toda espécie de autoritarismo, seja ele familiar, comunitário, estatal, capitalista ou comunista.”. Nasceu em Bengala na Índia no ano de 1903 e faleceu na Inglaterra no ano de 1950 devido a tuberculose. Além de A Revolução dos Bichos (1945) escreveu, Na Pior em Paris e Londres (1933), Dias na Brimânia (1934), O Caminho de Wigan (1937), Por que escrevo (1946) e 1984 (1949).

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Apoio aos estudantes e professores da Universidade Federal de Rondônia

Abaixo segue, na integra, um artigo publicado, no Centro de Mídia Independente, por um grevista da Unir sobre a repressão feita à greve na Universidade Federal de Rondônia. Vamos fazer ouvir este grito...


Repressão à greve com ocupação na Universidade Federal de Rondônia
Por Por Grevista da Unir 02/11/2011 às 21:14

A Universidade Federal de Rondônia está em greve há 46 dias e ninguém fora de Rondônia sabe disso.

Compartilho com vocês a angústia de estar no estado mais periférico do Brasil. A Universidade Federal de Rondônia está em greve há 46 dias (desde 14 de setembro) e ninguém fora de Rondônia sabe disso. A Reitoria está ocupada pelos estudantes há 25 dias. Ocupada significa fechada.

Um professor de História foi preso arbitrariamente pela Polícia Federal enquanto chupava um pirulito. Os bombeiros condenaram o campus universitário. Os departamentos de Biologia e Química são praticamente bombas-relógio.

Todo dinheiro que entra pelo REUNI some num buraco negro e grande parte das vagas que o MEC manda são ocupadas por favorecidos pela Administração Superior.

Pedimos o afastamento do Reitor, mas ele não renuncia. Pedimos intervenção do MEC, mas demora. Resta fazer pressão e divulgar a greve fora de Rondônia. Aqui temos o apoio da mídia local e da sociedade (que traz comida e diesel pro gerador da Reitoria - cortaram a energia).

Estamos no faroeste.
Novas informações: Universidade Federal de Rondônia pede socorro

Caros amigos e colegas,
No Estado de Rondônia, hoje, alunos estão sendo ameaçados, professores universitários presos, deputados agredidos pela polícia federal e jornalistas coagidos por essa mesma polícia.A seguir alguns links para melhor situá-los:

http://www.oobservador.com/nacional/professores-estudantes-e-jornalistas-estao-sob-ameaca-da-pf-em-rondonia-denuncia-movimento-grevista.html

http://candidoneto.blogspot.com/2011/10/prossegue-luta-na-unir-e-policia.html

http://www.sidneyrezende.com/noticia/150527+greve+na+universidade+federal+de+rondonia+nao+tem+previsao+de+acabar

Resumidamente, em meados de setembro deste ano, professores e alunos da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) entraram em greve, não por melhorias salariais, mas por melhores condições de trabalho e estudo.

Vão aí, a título de ilustração, mais dois links com fotos do estado de nosso campus em Porto Velho e um terceiro link, com um laudo técnico do corpo de bombeiros tornado público nesta semana:
Link com fotos 01:
http://www.rondoniagora.com/imagens/exclusivo/UNIR_ABANDONO/pages/index001.htm
Link com fotos 02:
http://www.rondoniagora.com/imagens/exclusivo/UNIR_ABANDONO2/pages/index001.htm
Laudo do Corpo de Bombeiros sobre o campus de Porto Velho:
http://pt.scribd.com/doc/70785551/Laudo-bombeiros

Em resposta a pauta grevista, a administração da Universidade disse que as reivindicações por melhorias não fariam sentido, já que a Universidade, por mais que apresentasse problemas, estava bem, obrigado.

Aos poucos, o movimento dos alunos se transformou em um movimento para afastamento da administração atual, por entender que havia uma série de denúncias (em licitações, obras, recursos, fundação de apoio, concursos públicos, etc.) que precisavam ser tiradas a limpo. Ato contínuo, o movimento grevista montou um dossiê de 1.500 páginas onde essas denúncias eram sistematizadas e foi a Brasilia, encaminha-las ao MEC e a Casa Civil, da Presidência da República.

Na Casa Civil, com todas as letras, ouviram de um assessor que uma vez que a administração atual da Universidade contava com o apoio de um político da executiva nacional do PMDB, base aliada do Governo Federal no Congresso, nada haveria a ser feito.

Há alguns dias a Polícia Federal, em uma tentativa desastrada (e desastrosa) de descoupação do prédio da Reitoria, ocupada por alunos da instituição há quase um mês, acabou agredindo um Deputado Federal que lá estava, tentando negociar (Deputado Mauro Nazif, PSB-RO) e prendendo um professor, que nada fazia a não ser observar a cena.

Abaixo alguns vídeos mostrando o momento da prisão do Prof. Valdir Aparecido, do Departamento de História (Campus de Porto Velho), bem como a agressão ao parlamentar:

Outro vídeo ainda pode ser visto aqui.

Já o link abaixo contém uma foto do mesmo momento da prisão onde se vê, de branco, ao centro, o prof. Valdir sendo levado por dois agentes a paisana (um moreno, a esquerda, com uma pistola na mão e outro, a direita, de camisa vermelha, com um cassetete, que daí a alguns segundos seria utilizado para agredir o Deputado Nazif, de camisa azul clara, no alto da imagem, à direita). De laranja, no canto esquerdo da foto, um rapaz que se identificou como agente da PF, carregando uma câmera subtraída de um dos professores que teria registrado parte da confusão):

http://www.rondoniagora.com/noticias/nazif-reafirma-agressao-de-agente-federal-e-identifica-agressor-2011-10-21.htm

Naquela mesma noite o Prof. Valdir foi encaminhado a um presídio comum, chamado ?Urso Panda?, onde passou a noite em uma cela.

Alguns dias após o ocorrido, um jornalista local foi coagido por Policiais Federais, por publicar notícias apoiando a greve na Universidade. Veja aqui.

Esta é, basicamente, a situação por aqui: agressão, medo, coersão e ameaças, fazendo uso da máquina pública e de agentes que deveriam proteger-nos.

O que nos parece, aqui em Porto Velho, é que tanto essas ações truculentas quanto a conivência do Governo Federal e a invisibilidade da questão na imprensa nacional se deve, sobretudo, ao fato de nosso reitor ser aliado político e amigo pessoal de membros da direção do maior partido da base aliada do Governo Federal.

Longe de mim acusar quem quer que seja. Afinal, é bem possível que todos os implicados nessa história sejam absolutamente inocentes e/ou tenham agido de boa fé. Entretanto, a única forma de garantirmos transparência no processo de investigação nos fatos aqui relatados divulgando esses acontecimentos junto aos nossos contatos em OnGs, Governo, imprensa, academia e associações científicas.

Saiba mais através do blog do Comando de Greve:
http://comandodegreveunir.blogspot.com/

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